ENTREVISTA COM RODRIGO BARBA (LOS HERMANOS).
Entrevista foi elaborada pela Artemúsica e foi realizada pelo Prof. Sérgio conforti

13/03/2009.


Qual expectativa e projetos da banda Los Hermanos pelo retorno aos palcos, depois de 2 anos separados?

O projeto são só esses dois shows. A princípio, é uma volta para apenas nesses 2 shows e nada mais. Porque o Marcelo (vocalista) está em turnê, o Ruivo está na mesma turnê, o Bruno está tocando com a Adriana Calcanhoto e eu com a banda Canastra. Mas a idéia é se reunir, ensaiar e fazer esses shows. Esse é o projeto de 2009.

Quais são seus projetos atuais?

Tem esses shows, que é o grande “lance” dos Los Hermanos. O Canastra,que é a banda que eu entrei há 1 ano atrás tá tocando direto, fazendo vários shows.

Conte-nos um pouco do festival Just in Fest e da relação dos Los Hermanos com as outras bandas do festival Radiohead e Kraftwerk.

O Kraftwerk ainda estou conhecendo, agora o Radiohead eu o conheço bem é da minha geração, acompanhei todo o processo dela de banda. Eles são o exemplo dessa mudança fonográfica que está acontecendo aí: lançam discos na Internet, você compra o disco na Internet, baixa as músicas e o encarte. Eles são os “caras” que tem a possibilidade de agitar o negócio por eles terem um certo nome. Esse lado comercial deles, além do musical, acompanhamos muito. Essa relação de mercado que eles tem, a gente acompanha. E a presença deles no festival foi o grande motivo para aceitarmos esta participação nesse festival, nessa festa. O que é legal, é que é difícil de falar que são bandas próximas, porque os caras são de lá e a gente daqui, juntam a mesma galera, a gente completa a galera deles e eles a nossa. Acho que formam um bom lugar para ir e curtir o show.

E o Kraftwerk tem uma coisa diferente que talvez seja bom até pra mostrar...

É o Festival é muito legal por causa disso. O cara vai pra ver o Los Hermanos, vê o Radiohead, acha maneiro. Vai pra ver o Radiohead, vê o Los Hermanos também acha maneiro. Acho que o festival vale por isso! O Kraftwerk vai poder fazer isso, o cara vai pra ver a agente e o Radiohand e vê o Kraftwerk.

Sérgio: E tem a coisa de ter uma troca de informações, de vocês verem de perto o show do Radiohand, um show internacional, que é sempre legal ter esta troca de informações.
O que diferencia, musicalmente falando, tocar no Canastra e tocar no Los Hermanos?

Ainda é a questão de que no Canastra eu toco o que já foi feito pelo Marcelo, antigo baterista da banda, e no Los Hermanos, toco o que eu fiz. Isso é bem claro, para mim. Agora no Canastra que está saindo músicas novas, que estou começando a fazer arranjos, tocando alguma coisa que eu posso considerar minha parte. Acho que é a principal diferença.

Sérgio : Em termos de levada, o Canastra faz mais pro Shuffle e o Los Hermanos tem muito do Rock Pop. E o Los Hermanos tem uma liberdade de tocar samba, uma marcha, a mistura é maior. E o Canastra é mais em cima do Shuffle, não é isso. Quais são os baterista que te influenciaram no estudo de bateria?

Sempre gostei do Carlos Motz, do Engenheiro do Havaí, escutava de mais o “Papa é Pop” com variáveis de bateria, escutei muito este disco, tenho até hoje em casa. Lars Ulrich, do Metallica. Comecei a tocar em 1991e não tinha como fugir dessa influência do Black ,... Metallica. Depois fui observando Iron Maiden, Nicko McBrian, Vinnie Paul do Pantera porque ele tem 3 tons e 1 surdo tudo no mesmo som(risos) mas, eu gosto dele, principalmente o trabalho de bumbo que ele tem na bateria. Tem uma que ele faz que tem uma dobrada no bumbo que adoro. Tive influência dos bateristas do Nirvana, Pearl Jam, o baterista que entrou depois.

O que representa para você as duas fases que estudou na Artemúsica?

Comecei a estudar na Artemúsica em 1994, antes de ser integrante do Los Hermanos. Eu morava no sul de Minas Gerais onde já estava aprendendo bateria com um professor particular e tocava por lá Beto Batera, era, aonde sou fã dele até hoje e vim morar no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. Aí vi o letreiro da artemúsica, queria continuar estudando música,e fiz minha matrícula, lembro do nome do meu professor daquela época aqui na Artemúsica Marcelo Wi.. O fato que me marcou naquele tempo, foi que eu conheci o Marcelo Camelo, o vocalista dos Los Hermanos, aqui na Artemúsica, meu 1º contato com o Marcelo foi assim, eu sai da aula e ele entrava para aula de bateria. Um dia ele (Marcelo Camelo) entrou aqui contando um monte de histórias, e a gente rindo,e trocando informações de aulas, foi ali que tivemos a 1ª conversa. No ano seguinte, mudei para o colégio que o Marcelo estudava, ele chegou e me convidou para montar uma banda, eu disse: “cara, duas baterias...” e me respondeu: “toco guitarra”. E assim começou a minha relação, não com Los Hermanos, mas sim com o Marcelo, tivemos umas 2 ou 3 bandas antes de ser Los Hermanos, que foi formado em 1997.Mas o meu 1º contato com o Marcelo foi aqui na Artemúsica. Agora essa minha volta aos estudos na Artemúsica é uma busca de conhecimentos, de aprimoramento, abrir e conhecer novos caminhos na música.

Esse seu 1º contato com o Marcelo Camelo é uma surpresa.

É como encontro hoje com o Zé Cláudio, a gente fica conversando no intervalo da aula
Você como um músico experiente. Qual a sua mensagem para jovens bateristas?

Na minha história, o que foi muito importante foi tocar com pessoas musicistas, foi o que me fez correr atrás de estudo,foi o que me fez escutar novas músicas, para entender o que estavam querendo que fizesse, o que me fez crescer foi esse contato com músicos. Isso é o que incentiva ! Fazia aula, mas o que queria mesmo era tocar. Procure novas bandas, novos cds, estude e toque com quantas pessoas puderem.