Artemúsica: Marcos, você cresceu em lar evangélico e fundou sua primeira banda aos 16 anos.

1- Nos conte como despertou a música em sua vida, e como surgiu a escolha pela bateria?

M.K: Creio que Deus colocou em mim o dom da música e meu pai sem forçar nada foi me incentivando.
No final da década de 80, na rádio Boas Novas AM, meu pai tinha um programa chamado “Musica Viva” ele sempre coloca música boa, eu ajudava a separar os discos pra ele colocar no programa, com certeza aqueles momentos foram importantes para o meu interesse pela música.
Meu pai também é cantor evangélico, e me lembro como se fosse ontem as primeiras gravações dos seus discos. Eu ficava fascinado pela bateria, antes de começar a gravação no estúdio eu sempre dava umas “batidas”. Os primeiros discos do meu pai foram gravados pelo Daniel batera da extinta banda Renasoul.

2- Você trabalha com um variado naipe de estilos musicais, Pop Rock, MPB (Bossa Nova Samba) Gospel, etc. Quais estilos você tem mais afinidade?

M.K: Como faço parte do time da música e me interesso por musica em geral, gosto de todos os estilos, de tudo sempre procuro tirar alguma coisa boa daquilo.

3- Quais são seus ídolos na bateria? E na música, quais são suas principais influências nacionais e internacionais?

M.K: Nossa, são tantos! Vou citar alguns na bateria...Robertinho Silva, Wilson das Neves, Luis Carlos Batera, Cesinha e muitos outros.
O dom vem de Deus que é a minha maior referência na vida, e agradeço pela vida dessas pessoas que me influenciam como Ed Motta, Arthur Maia, Banda Black Rio, André Crouch, Michael Jackson, Fred Hammond e outros.

4- E o Marcos Kinder compositor? Quando e como começou a compor? Qual instrumento você usa como apoio para suas composições? Quais as músicas que considera como obras mais marcantes?

M.K: Comecei a compor em um estúdio de jingles chamado Tape Spot, eu cantava e tocava, mas via a facilidade que os compositores tinham de fazer uma melodia rápida e as letras também. Ficava só observando e até que um dia comecei a compor a letra que nós já tínhamos cantado. Eu na verdade, fazia uma melodia nova em cima daquela letra. Pegava do lixo as letras que já haviam sido cantadas (rs). Como apoio eu utilizo o piano e o violão, algumas vezes faço a melodia sem instrumento nenhum.
São muitas obras, mas destaco aqui um cara que me impressiona chamado Sérgio Pimenta. Vale a pena conferir.

5- Você é um artista natural, tem veia musical, o que te levou a procurar estudar bateria em uma escola de música?

M.K: Desde pequeno sempre procurei ultrapassar meus limites, e na bateria foi a mesma coisa.
Quando nós nos limitamos devemos ultrapassar essas barreiras. Meu pai sempre fala comigo ”o mundo é dos mais preparados”.

6- Arthur Maia é considerado um dos mais importantes baixistas brasileiros. O que representou para sua vida musical este encontro com ele na Artemúsica?

M.K: Muita coisa, o Arthur é um ídolo pra mim. Com certeza esse encontro marcou nossas vidas, principalmente a minha, pois a partir daquele encontro estamos juntos até hoje.
Agradeço também a Artemúsica por me dar o suporte necessário. Valeu Márcia!

7- Marcos, como uma escola de música gostaríamos de ouvir de você, um músico (instrumentista e compositor) de sucesso tanto na música Gospel quanto na MPB: Quais são as orientações que você daria para um jovem baterista em início de formação e carreira?

M.K: Dedicação, perseverança, disciplina e amor. Vida longa a ARTEMÚSICA!Deus te abençoe.

Marcos Kinder